Eu entendo os mecanismos do compromisso com o sucesso na busca de alguém. Tentar encontrar alguém enquanto nutriente do ego, enquanto correspondência às expectativas alheias, que ditam até mesmo o tipo aceitável, enquanto necessidade de exibir a conquista como um troféu, e ser o processo de conquista um objetivo em si mesmo, e ainda ser tal feito motivo de aplausos e glórias. Há quem viva em busca disso. Mas essa não é a essência de querer ter alguém. E o meu medo de estar só não é medo do fracasso. Meu medo de estar só é medo de solidão. Solidão não é fracasso, a não ser quando se estabelece por mera convenção que todo mundo tem que encontrar alguém para ser considerado bem-sucedido. Vou continuar sofrendo com minhas frustrações, porque dói, mas vou continuar tentando, porque não vim ao mundo para ser auto-suficiente. Apenas.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
:: Só porque te vi passando... ::
Não é de hoje que não ouço de ti mais que o silêncio. Fico lembrando de quantas e quais maneiras pronunciávamos os sentimentos mais verdadeiros. E perceber agora que toda aquela verdade era passageira...
De tanto querermos as mesmas coisas, passamos a viver agora em extremos. Fomos em busca de que, então? De nós mesmos ou de nossas conveniências, é o que parece. Cada um para o seu lado.
Eu me via em ti e tu te vias em mim, e todos nos viam um para o outro. E agora, de tão longe que estás, nem nossas sombras se vêem. E quem diria que seria assim?
Mas por que mesmo vêm essas lembranças, quando já aparentamos independência? Quando tu já não és minha insônia? Quando já não são tuas minhas lágrimas? Porque, além do teu silêncio, ouço o que me dirias, a cada passo meu. Mesmo que esses nem sejam mais teus pensamentos. Ainda te dou ouvidos.
***
Mesmo que os olhares não se cruzem com nossos corpos lado a lado, mesmo sem cumprimentos... Ainda... É, ainda. E sempre.
De tanto querermos as mesmas coisas, passamos a viver agora em extremos. Fomos em busca de que, então? De nós mesmos ou de nossas conveniências, é o que parece. Cada um para o seu lado.
Eu me via em ti e tu te vias em mim, e todos nos viam um para o outro. E agora, de tão longe que estás, nem nossas sombras se vêem. E quem diria que seria assim?
Mas por que mesmo vêm essas lembranças, quando já aparentamos independência? Quando tu já não és minha insônia? Quando já não são tuas minhas lágrimas? Porque, além do teu silêncio, ouço o que me dirias, a cada passo meu. Mesmo que esses nem sejam mais teus pensamentos. Ainda te dou ouvidos.
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Mesmo que os olhares não se cruzem com nossos corpos lado a lado, mesmo sem cumprimentos... Ainda... É, ainda. E sempre.
:: Sobre ausência ::
Leva um tempo até você reconhecer que valeu a pena não ter cedido a determinadas pressões sociais. De concessão em concessão, você vai deixando de fazer o que deve ser feito e a vida não manda aviso prévio de quando vai querer que você esteja preparado. Viver cada dia como se fosse o último pode ser interessante para aproveitar os prazeres, mas é insuficiente para realizar as obrigações.
sábado, 14 de agosto de 2010
:: Evolução ::
Aquele em quem me espelho, que me desperta admiração, não necessariamente é o que eu gostaria de ser. Mas eu deveria me encaminhar para isso? Eu deveria me empenhar só pelo objetivo de ser igual a quem admiro? De repente, me surge a dúvida sobre o quão complacente devo ser com meus defeitos, principalmente com aqueles que me impedem de alcançar um posto equivalente aos que me servem de referência.
Lá, de onde eles estão, podem vir discursos que não me sensibilizem a vontade de também estar lá. Porém, na condição atual, podem existir situações que me façam reconhecer que não é aqui que eu quero estar ou ficar. Posso também estar acomodada em algo que me proporciona um bem momentâneo, mas que virará o mal no longo prazo, e minha percepção curta não me permitirá prever esse mal. Ação e reação. E, de repente, isso me motivaria a dar um passo. Para frente ou para trás? É razoável olhar para os que estão acima de mim e aprender com o caminho que eles trilharam, com suas experiências. O quanto antes.
O que preciso, de imediato, é não ter como referências aquelas pessoas que aparentam estar em condição melhor do que a minha, segundo o consenso medíocre das coisas necessárias a uma vida feliz. Que eu saiba reconhecer.
O que preciso, de imediato, é não ter como referências aquelas pessoas que aparentam estar em condição melhor do que a minha, segundo o consenso medíocre das coisas necessárias a uma vida feliz. Que eu saiba reconhecer.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
:: Sobre a velha novidade ::
Ok, ok... Entendi o recado e, como costumo dizer, não entro onde não me cabe. Pela primeira vez, substituí os questionamentos pelo resgate da paz em estar comigo mesma. É um caminho já bastante conhecido, mas há muito não percorrido. A cada passo, o estranhamento de um déjà vu, aquele em que você fica entre a certeza e a dúvida. O esquecimento serve para que sejamos surpreendidos por aquilo que já conhecemos. É a oportunidade de olhar com novos olhos e despertar a vontade de experimentar todo o caminho inédito que continua a partir daqui. Vou ali me encontrar, ver a chuva formar poças onde o vento levantava a poeira. Tudo é uma questão de momento e, em cada momento, um novo modo de viver.
:: Pra começar ::
Nova proposta. De repente, percebi estar envolta por uma atmosfera que me impedia de manifestar tudo que há aqui dentro. São tantas nuances... Quero pintar essa vida com todas as cores possíveis. Mas tá bom, foi só pra começar.
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