Aquele em quem me espelho, que me desperta admiração, não necessariamente é o que eu gostaria de ser. Mas eu deveria me encaminhar para isso? Eu deveria me empenhar só pelo objetivo de ser igual a quem admiro? De repente, me surge a dúvida sobre o quão complacente devo ser com meus defeitos, principalmente com aqueles que me impedem de alcançar um posto equivalente aos que me servem de referência.
Lá, de onde eles estão, podem vir discursos que não me sensibilizem a vontade de também estar lá. Porém, na condição atual, podem existir situações que me façam reconhecer que não é aqui que eu quero estar ou ficar. Posso também estar acomodada em algo que me proporciona um bem momentâneo, mas que virará o mal no longo prazo, e minha percepção curta não me permitirá prever esse mal. Ação e reação. E, de repente, isso me motivaria a dar um passo. Para frente ou para trás? É razoável olhar para os que estão acima de mim e aprender com o caminho que eles trilharam, com suas experiências. O quanto antes.
O que preciso, de imediato, é não ter como referências aquelas pessoas que aparentam estar em condição melhor do que a minha, segundo o consenso medíocre das coisas necessárias a uma vida feliz. Que eu saiba reconhecer.
O que preciso, de imediato, é não ter como referências aquelas pessoas que aparentam estar em condição melhor do que a minha, segundo o consenso medíocre das coisas necessárias a uma vida feliz. Que eu saiba reconhecer.