segunda-feira, 22 de novembro de 2010

:: Velha Lua ::


Já tive um reencontro considerado muito especial assistido pela lua. Ela, na ocasião, parecia mais bonita do que todas as luas cheias que eu já havia visto na vida. Parecia mais brilhante. E eu disse à pessoa que sempre me lembraria dela, quando visse uma lua cheia igual àquela. E a lua nunca mais apareceu tão bela.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

:: Pra mim ::


Todo mundo deveria escrever um diário. Daqueles em que os dias marcam transições de sentimentos. Ver cada coisa mudada de canto e a vida sorrindo logo adiante, como se nada tivesse acontecido...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

:: Ser ou não ser... ::

Nós somos, dia e noite, a expectativa de alguém. E seremos, cedo ou tarde, a decepção de alguém. E ainda bem que somos mais que isso. Bem mais do que a idealização criada pelos outros, aquilo que eles gostariam que fôssemos, somos a realidade que nos restringe e que nos faz sonhar para ir além. Somos nossos medos que nos trancam as portas que serão abertas com novas tentativas. Somos a insegurança de um futuro incerto que nos impõe o melhor proveito do hoje. Somos o tempo que passou e que transformou todas as alegrias e tristezas em histórias para contar. Somos, verdadeiramente, a solidão que nos resguarda no inacessível aos outros, porque não lhes cabe saber quem somos.
E, por mais que nos repreendam, por mais que nos prendam, somos livres para ser quem somos.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

:: Diz que fui por aí ::

Queria ser menos essa vontade de não estar em lugar algum, que me faz ser menos eu, sem raízes, sem essência. Ando mais dispersa do que o normal. Onde vêem meu corpo, se faz presente apenas o ponto de partida da minha mente, que não quer compromisso com nada sério ultimamente. Nem com pessoas, nem com trabalho, nem com estudo... Parece ter fome de qualquer besteira que diga o quanto a vida é leve e divertida, sem que se associe a isso a velha diversão de mesa de bar. Isso, assim como pessoas, trabalho e estudos, só tem tido o intuito de sugar sua vivacidade, sua inquietude, sua alegria em vagar sem rumo, de modo que só o vagar sem rumo a tem feito ter de volta a mínima paz para suportar os dias.

***

Já é recorrente esta citação. É a minha cara. Sempre será.

Mas a mente talvez não me atenda
Se eu quiser novamente retornar
Para o mundo de leis me obrigar
A lutar pelo erro do engano
Eu prefiro um galope soberano
À loucura do mundo me entregar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

:: O amor urge ::

Amor, tamanho único, sem recortes, sem brilho ou adereços que chamem atenção e permitam escolha por predileção.
Amor que por si mesmo mostra que a sorte de tê-lo não escolhe os mais belos, os mais ricos.
Amor sem cadeia hierárquica que diferencie os pares e sem plano de carreiras que faça alguém querê-lo para prosperar.
Amor com contratempos e intempéries como itens de série.
Amor brotando da terra e dos poros.
Amor que não fala que ama, mas se escreve nas entrelinhas da pauta em que compomos nossa história, sem que ninguém precise ler.
Amor que não precisa que ame de volta para continuar sendo amor.
Amor sem fita métrica para medir largura e profundidade e que não mede esforços.
Amor sem peso, sem pesar.
Amor farto, que não sobra, não perece.
Amor que, multiplicado por ausência, diminui a distância entre duas almas.
Amor com vida própria, que não se materializa em pessoa, animal ou coisa inerte que, mesmo deixando de existir, ainda haverá o amor.
Amor, substantivo coletivo, verbo transitivo, conjugado no tempo eterno.

sábado, 25 de setembro de 2010

:: Boa noite ::

O primeiro sentimento que se manifesta em nós, quando nos sentimos injustiçados, é o de advogar em causa própria. A tentativa que se segue é de escondermos nossa essência de algoz sob a "honrada" vestimenta de vítima, clamando, o mais alto e repetidamente possível, por atenção que se transforme em apoio à nossa causa. Procuramos, desesperadamente, esse conforto de termos alguém ao nosso lado, fazendo coro com nossa voz que canta os erros dos outros. Mas conforto mesmo é o silêncio pronunciado pela consciência na hora de deitar a cabeça no travesseiro. Boa noite.


P.S.: o texto é escrito na primeira pessoa do plural, o que significa inclusão da autora no cenário.

domingo, 5 de setembro de 2010

:: E mesmo se eu tiver a minha liberdade... ::



Onde está você agora?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

:: Esqueça ::

Todos os momentos são únicos e passageiros. Por melhores que sejam, nos incutindo a vontade de prolongá-los. Por mais que possamos guardar os mais especiais na gaveta dos inesquecíveis, para que, num dia de solidão e silêncio, possamos resgatá-los e revivê-los, transformando-os naquele sorriso brando ou naquela lágrima tímida que rola sem expressar o tamanho da saudade que a expulsou pelo canto do olho. Mas nada a dois, que é especial apenas para um, é realmente especial. Então é melhor esquecer.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

:: Que compromisso? ::

Eu entendo os mecanismos do compromisso com o sucesso na busca de alguém. Tentar encontrar alguém enquanto nutriente do ego, enquanto correspondência às expectativas alheias, que ditam até mesmo o tipo aceitável, enquanto necessidade de exibir a conquista como um troféu, e ser o processo de conquista um objetivo em si mesmo, e ainda ser tal feito motivo de aplausos e glórias. Há quem viva em busca disso. Mas essa não é a essência de querer ter alguém. E o meu medo de estar só não é medo do fracasso. Meu medo de estar só é medo de solidão. Solidão não é fracasso, a não ser quando se estabelece por mera convenção que todo mundo tem que encontrar alguém para ser considerado bem-sucedido. Vou continuar sofrendo com minhas frustrações, porque dói, mas vou continuar tentando, porque não vim ao mundo para ser auto-suficiente. Apenas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

:: Só porque te vi passando... ::

Não é de hoje que não ouço de ti mais que o silêncio. Fico lembrando de quantas e quais maneiras pronunciávamos os sentimentos mais verdadeiros. E perceber agora que toda aquela verdade era passageira...
De tanto querermos as mesmas coisas, passamos a viver agora em extremos. Fomos em busca de que, então? De nós mesmos ou de nossas conveniências, é o que parece. Cada um para o seu lado.
Eu me via em ti e tu te vias em mim, e todos nos viam um para o outro. E agora, de tão longe que estás, nem nossas sombras se vêem. E quem diria que seria assim?
Mas por que mesmo vêm essas lembranças, quando já aparentamos independência? Quando tu já não és minha insônia? Quando já não são tuas minhas lágrimas? Porque, além do teu silêncio, ouço o que me dirias, a cada passo meu. Mesmo que esses nem sejam mais teus pensamentos. Ainda te dou ouvidos.


***
Mesmo que os olhares não se cruzem com nossos corpos lado a lado, mesmo sem cumprimentos... Ainda... É, ainda. E sempre.

:: Sobre ausência ::

Leva um tempo até você reconhecer que valeu a pena não ter cedido a determinadas pressões sociais. De concessão em concessão, você vai deixando de fazer o que deve ser feito e a vida não manda aviso prévio de quando vai querer que você esteja preparado. Viver cada dia como se fosse o último pode ser interessante para aproveitar os prazeres, mas é insuficiente para realizar as obrigações.

sábado, 14 de agosto de 2010

:: Evolução ::

Aquele em quem me espelho, que me desperta admiração, não necessariamente é o que eu gostaria de ser. Mas eu deveria me encaminhar para isso? Eu deveria me empenhar só pelo objetivo de ser igual a quem admiro? De repente, me surge a dúvida sobre o quão complacente devo ser com meus defeitos, principalmente com aqueles que me impedem de alcançar um posto equivalente aos que me servem de referência.
Lá, de onde eles estão, podem vir discursos que não me sensibilizem a vontade de também estar lá. Porém, na condição atual, podem existir situações que me façam reconhecer que não é aqui que eu quero estar ou ficar. Posso também estar acomodada em algo que me proporciona um bem momentâneo, mas que virará o mal no longo prazo, e minha percepção curta não me permitirá prever esse mal. Ação e reação. E, de repente, isso me motivaria a dar um passo. Para frente ou para trás? É razoável olhar para os que estão acima de mim e aprender com o caminho que eles trilharam, com suas experiências. O quanto antes.
O que preciso, de imediato, é não ter como referências aquelas pessoas que aparentam estar em condição melhor do que a minha, segundo o consenso medíocre das coisas necessárias a uma vida feliz. Que eu saiba reconhecer.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

:: Sobre a velha novidade ::

Ok, ok... Entendi o recado e, como costumo dizer, não entro onde não me cabe. Pela primeira vez, substituí os questionamentos pelo resgate da paz em estar comigo mesma. É um caminho já bastante conhecido, mas há muito não percorrido. A cada passo, o estranhamento de um déjà vu, aquele em que você fica entre a certeza e a dúvida. O esquecimento serve para que sejamos surpreendidos por aquilo que já conhecemos. É a oportunidade de olhar com novos olhos e despertar a vontade de experimentar todo o caminho inédito que continua a partir daqui. Vou ali me encontrar, ver a chuva formar poças onde o vento levantava a poeira. Tudo é uma questão de momento e, em cada momento, um novo modo de viver.

:: Não faz sentido ::

Uma mente livre ou presa à loucura?

:: Pra começar ::

Nova proposta. De repente, percebi estar envolta por uma atmosfera que me impedia de manifestar tudo que há aqui dentro. São tantas nuances... Quero pintar essa vida com todas as cores possíveis. Mas tá bom, foi só pra começar.